terça-feira, 9 de julho de 2013

Pronúncias



errôneas                                                corretas



abissoluto____________________absoluto
adevogado____________________advogado
advinhar______________________adivinhar
advinho______________________adivinho         
freiar________________________frear
algoz (ó)_____________________algoz (ô)
algozes (ó)___________________algozes (ô)
almejo (é)____________________almejo (ê)
caleja (é)_____________________caleja (ê)
bilingue (bilinghe)______________bilíngue
colméia (éi)__________________colmeia (êi)    
degladiar_____________________digladiar                                
douze_______________________doze (ô)
desiguinar____________________designar                                 
distinguir_____________________distinguir       
espelha (é)____________________espelha (ê)
estóra________________________estoura
extinguir______________________extinguir
efigênia_______________________ifigênia           
freiada________________________freada
frustado_______________________frustrado
impecilho_____________________empecilho
mendingo______________________mendigo
nascer (naiscer)_________________nascer
opitar, ópito_____________________optar
prazeirosamente_________________prazerosamente
previlégio______________________privilégio        
própio, apropiado________________próprio, apropriado
pissicologia_____________________psicologia
róbo, róbam, róba________________roubo, roubas, roubam
salchiça, salchicha________________salsicha
soar, sôo, soa____________________suar, suo, sua
supertição_______________________superstição
tóxico (chi)______________________tóxico (cs)      

VOCÊ SABE O QUE É PLURAL METAFÔNICO?




Significa alteração do timbre de vogal tônica fechada (ô) - quando a palavra está no singular - para vogal tônica aberta (ó) - quando a palavra está no plural.

Exemplos de plural Metafônico – com o aberto (ó):

apostos
fornos
olhos
ossos
povos
caroços
impostos
ovos
reforços
corpos
jogos
poços
socorros
esforços
miolos
porcos
tijolos
fogos
novos
portos
postos




Dicas



Eu sei que todos nós nunca usamos qualquer das expressões abaixo, mas vale o lembrete !!!
A Língua Portuguesa agradece.


Não diga:

Menas (sempre menos)
Iorgute (iogurte)                                   
Mortandela (mortadela)
Mendingo (mendigo)
Trabisseiro (travesseiro)
Trezentas gramas (é O grama e não A grama)
Di menor, di maior (é simplesmente maior ou menor de idade)
Cardaço (cadarço)
Asterístico (asterisco)
Beneficiente (beneficente - lembre-se de Beneficência Portuguesa)
A casa é GEMINADA (do latim geminare = duplicar) e não GERMINADA que vem de germinar, nascer, brotar
O certo é CUSPIR e não GOSPIR
O certo é BASCULANTE e não VASCULHANTE, aquela janela do banheiro ou da cozinha
Se você estiver com muito calor, poderá dizer que está "suando" (com u) e  não "soando", pois quem "soa" é sino!
O peixe tem ESPINHA (espinha dorsal) e não ESPINHO. Plantas têm espinhos
Homens dizem OBRIGADO e mulheres OBRIGADA
O certo é HAJA VISTA (que se oferece à vista) e não HAJA VISTO
"FAZ dois anos que não o vejo" e não " FAZEM dois anos".
POR ISSO e não PORISSO.
"HAVIA muitas pessoas no local" e não " HAVIAM" "PODE HAVER problemas" e não "PODEM HAVER...." PROBLEMA e não POBLEMA ou POBREMA (deixe isso para o Zé Dirceu)
A PARTIR e não À PARTIR
Para EU fazer, para EU comprar, para EU comer e não para MIM fazer, pra mim comprar ou para mim comer. (mim não conjuga verbo; apenas "eu, tu, eles, nós, vós, eles")
Você pode ficar com dó (ou com um dó) de alguém, mas nunca com "uma dó"; a palavra dó no feminino é só a nota musical (do, ré, mi, etc. etc.)


As pronúncias:

CD-ROM é igual a ROMA sem o A
Não é CD-RUM (nem CD-pinga, CD-vodka, etc.)
ROM é abreviatura de Read Only Memory - memória apenas para leitura
HALL é RÓL não RAU, nem AU

E agora, o horror divulgado pelo pessoal do TELEMARKETING:
Não é eu vou ESTAR mandando, vou ESTAR passando, vou ESTAR verificando, e sim, eu vou MANDAR, vou PASSAR e vou VERIFICAR (muito mais simples, mais elegante e CORRETO)
 Da mesma forma é incorreto perguntar: COM QUEM VOCÊ QUER ESTAR FALANDO?
Veja como é o correto e mais simples: COM QUEM VOCÊ QUER FALAR?

Por último, e talvez a pior de todas: Por favor, arranquem os malditos SEJE e ESTEJE do seu vocabulário

Quando alguém atender ao (veja bem, ao) telefone, nunca diga que a pessoa não se encontra...
Note que uma pessoa só pode se encontrar no divã de um Psicanalista, se a pessoa não estiver diga simplesmente: Ela não está! ... Fácil não?

terça-feira, 29 de março de 2011

Dicas

Qual é o plural de JÚNIOR?
As palavras terminadas em “R” fazem plural com o acréscimo de ES: repórteres, revólveres, açúcares, hambúrgueres, contêineres, mares…
O plural, portanto, é JUNIORES. A novidade é a sílaba tônica, que se desloca da vogal “u” para a vogal “o” (= pronuncia-se juniôres).
Se você não gosta do plural de JÚNIOR, porque acha feio ou estranho, a minha sugestão é seguir o exemplo das transmissões esportivas da rede Globo: em vez de dizer que “o Internacional é o tetracampeão de JUNIORES”, podemos usar “de futebol JÚNIOR” ou “da categoria JÚNIOR”.

“Maiores OU Mais informações podem ser obtidas pelo telefone”?
Informação não tem tamanho, nem maior nem menor. O que se quer é uma maior quantidade de informações, ou seja, MAIS INFORMAÇÕES.
Para que o ouvinte não faça confusão de “MAIS NOTÍCIAS” com “MÁS NOTÍCIAS”, podemos usar “OUTRAS ou NOVAS notícias”.

“Meio-dia e MEIO ou MEIA?”
O certo é “meio-dia e MEIA”.
MEIO (= metade) é um numeral fracionário. Os numerais devem concordar com os substantivos a que se referem: UMA hora da tarde, DUAS mil pessoas, DUZENTOS gramas de mortadela, PRIMEIRO candidato, SEGUNDA questão…
Observe mais alguns exemplos:
“Chupou MEIO limão e MEIA laranja.”
“Leu um capítulo e MEIO.” (= meio capítulo)
“Leu uma página e MEIA.” (= meia página)
“Bebeu um litro e MEIO de vodca.” (= meio litro)
“Bebeu uma garrafa e MEIA de cerveja.” (= meia garrafa)
“São duas e MEIA da tarde.” (= meia hora)
“É meia-noite e MEIA.” (= meia hora)
“É meio-dia e MEIA.” (= meia hora)

“Ela ficou MEIA ou MEIO nervosa?”
O certo é “MEIO nervosa”.
MEIO (= mais ou menos, um pouco) é advérbio de intensidade. Os advérbios não se flexionam.
Observe os exemplos:
A aluna ficou MUITO nervosa.
A aluna ficou POUCO nervosa.
Logo: A aluna ficou MEIO nervosa.
Para facilitar a nossa vida, podemos decorar o seguinte:
“MEIO, no sentido de “mais ou menos”, é sempre MEIO (forma não flexionada = masculino singular).
Ela estava MEIO aborrecida.
Os clientes andam MEIO insatisfeitos.
Observe a diferença:
a)  A diretoria está MEIO insatisfeita. (= a diretoria está mais ou menos insatisfeita, está um pouco insatisfeita, não está muito satisfeita);
b)  MEIA diretoria está insatisfeita. (= metade da diretoria está insatisfeita e a outra metade deve estar satisfeita).

Onde está o erro na frase:
“O trabalho é de segunda à sexta-feira, de 12h às 20h”?


São dois erros:
1º) Não há crase: “…de segunda a sexta-feira…”
Só existe a preposição “a”. Não há artigo definido, porque a frase se refere a qualquer segunda-feira e a qualquer sexta-feira. Haveria crase, se houvesse “definição” dos dias: “O congresso será da próxima segunda à sexta-feira.”
2º) Faltou o artigo para definir a hora de início: “…das 12h às 20h”.
Sempre que determinamos a hora, devemos usar o artigo definido. Não haverá a necessidade do artigo definido, se nos referirmos ao tempo de duração: “A reunião será de duas a quatro horas.”
A frase correta, portanto, é: “O trabalho é de segunda a sexta-feira, das 12h às 20h.”


BUJÃO ou BOTIJÃO?

BUJÃO (do francês bouchon) é uma bucha com que se tapam buracos ou tampa de atarrachar. No sentido de recipiente metálico, usado para armazenar produtos voláteis, prefiro a forma BOTIJÃO.
O dicionário Aurélio considera bujão sinônimo de BOTIJÃO, entretanto é importante lembrar que bujão, no sentido de BOTIJÃO, é uma corruptela (= palavra que se corrompe foneticamente). As corruptelas, em geral, são formas características da linguagem popular: milico (de militar), maraca (de Maracanã), buteco (de botequim), fusca (de Volkswagen)…

ONDE ou AONDE?

ONDE indica “em algum lugar” e AONDE, “a algum lugar”:
“Esta é a rua ONDE mora a família Costa.” (= a família Costa mora NA rua);
“Este é o cinema AONDE fomos ontem à noite.” (= fomos AO cinema);
“ONDE estou?” (= quem está, está EM algum lugar);
“AONDE você vai?” (= quem vai, vai A algum lugar).

HINDU ou INDIANO?

Quem nasce na Índia é indiano. Hindu é o seguidor do Hinduísmo. Não devemos confundir nacionalidade com religião. Confusão semelhante ocorre com JUDEU e ISRAELENSE. Quem nasce em Israel é israelense. Judeu é relativo ao povo, à raça, e não à nacionalidade.

MESMO ou MESMA?

a) MESMO, no sentido de “próprio”, é pronome e deve concordar:
“Adriana prefere os sucos que ela MESMA faz.” (= ela própria)
“Nós MESMOS resolvemos o caso.” (= nós próprios)
“As meninas feriram a si MESMAS.”

b) MESMO, no sentido de “até, inclusive”, é invariável:
“MESMO a diretoria não resolveu o problema.” (= até a diretoria)
“MESMO os professores erraram aquela questão.” (= inclusive os professores)

MENOS ou MENAS?

Menas não existe. Use sempre MENOS:
“Vieram MENOS pessoas que o esperado.”
“Isso é de MENOS importância.”


“Ele está AO PAR ou A PAR do assunto”?

O certo é: “Ele está A PAR do assunto.”
a) A PAR DE = “estar ciente de”;

b)  AO PAR = “em paridade, em igualdade”;“título ou moeda de valor idêntico: câmbio ao par”: “O real e o dólar já estiveram ao par”.

A VÍRGULA NOSSA DE CADA DIA

Realmente, não é fácil saber quando usar ou não a bendita vírgula. Uns dizem que ela é sinônimo de pausa, outros dizem que, na dúvida, é melhor não usá-la. Pois bem, aqui seguem algumas diquinhas de como enfrentar este monstrinho da língua português sem medos.

Expressões usadas no meio de duas vírgulas:

isto é
ou seja
ou melhor
por exemplo
assim
assim como
então
sobretudo
e sim
na verdade
mas sim
aliás
além disso
certamente
geralmente
em geral
por favor
por gentileza

Se estas expressões estiverem no início da frase, devem vir com uma vírgula depois.

Expressões usadas com uma vírgula antes:

mas
porém
contudo
embora
uma vez que
já que
porque
portanto (pode vir no meio de vírgulas - opcional)


Se estas expressões estiverem no início da frase, devem vir com uma vírgula depois.

USA-SE:
Separar vocativo - quando se dirige a alguém;
Indicação de lugar / tempo no início ou meio da frase;
Enumeração;
Dar ênfase a uma palavra ou expressão (no meio de duas vírgulas);
Explicação adicional sobre o assunto – aposto (no meio de duas vírgulas);
Depois de sim ou não usados como resposta.
Quanto a/ao...,  /  Devido a/ao...,  /  Referente a/ao...,

NÃO SE USA:
Antes de: e, nem, ou;
Para separar o assunto de seu complemento.
Obs.: Somente se usa vírgula após o e  se mudarmos de sujeito.

A origem das expressões II

Sem eira nem beira
Significa pessoas sem bens, sem posses. Eira é um terreno de terra batida ou cimento onde grãos ficam ao ar livre para secar. Beira é a beirada da eira. Quando uma eira não tem beira, o vento leva os grãos e o proprietário fica sem nada. Na região nordeste, este ditado tem o mesmo significado mas outra explicação. Dizem que antigamente as casas das pessoas ricas tinham um telhado triplo: a eira, a beira e a tribeira como era chamada a parte mais alta do telhado. As pessoas mais pobres não tinham condições de fazer este telhado, então construíam somente a tribeira ficando assim "sem eira nem beira". 

Lua de mel
A expressão vem do inglês honeymoon. Na Irlanda, na Idade Média, os jovens recém-casados tinham o costume de tomar uma bebida fermentada chamada mead – ou hidromel, composta de água, mel, malte, levedo, entre outros ingredientes. O mel era considerado uma fonte de vida, com propriedades afrodisíacas. A bebida deveria ser consumida durante um mês (ou uma lua). Por essa razão, esse período passou a ser chamado de “lua de mel”.
     
Casa da mãe Joana
A expressão "casa da mãe Joana" alude a um lugar em que vale tudo, onde todo mundo pode entrar, mandar, uma espécie de grau zero de organização. A mulher que deu nome a tal casa viveu no século 14. Joana era condessa de Provença e rainha de Nápoles (Itália). Teve a vida cheia de confusões. Em 1347, aos 21 anos, regulamentou os bordéis da cidade de Avignon, onde vivia refugiada. Uma das normas dizia: "o lugar terá uma porta por onde todos possam entrar". "Casa da mãe Joana" virou sinônimo de prostíbulo, de lugar onde impera a bagunça.

Chegar de mãos abanando
A origem mais aceita para a expressão está relacionada com os imigrantes que chegavam ao Brasil no século 19. Eles costumavam trazer da Europa ferramentas para o cultivo da terra, como foices e enxadas, além de animais, como vacas e porcos. Uma ferramenta poderia indicar uma profissão, uma habilidade, demonstrava disposição para o trabalho. O contrário, chegar de mãos abanando, indicava preguiça. Atualmente, quando uma pessoa vai a uma festa, mandam os bons modos que leve um presente. Se não o faz, diz-se que “chegou com as mãos abanando”.

Pensando na morte da bezerra
A história mais aceitável para explicar a origem da expressão é proveniente das tradições hebraicas, onde os bezerros eram sacrificados para Deus como forma de redenção de pecados. Conta-se que certa vez um rei resolveu sacrificar uma bezerra e que seu filho menor, que tinha grande carinho pelo animal, opôs-se. Independentemente disso, a bezerra foi oferecida aos céus e afirma-se que o garoto passou o resto de sua vida pensando na morte da bezerra. Assim, estar “pensando na morte da bezerra” significa estar distante, pensativo, alheio a tudo.

Farinha do mesmo saco
"Homines sunt ejusdem farinae" (São homens da mesma farinha, em latim) é a origem dessa expressão, utilizada para generalizar um comportamento reprovável. A metáfora faz referência ao fato de a farinha de boa qualidade ser posta em sacos separados, para não ser confundida com a de qualidade inferior. Assim, utilizar a expressão "farinha do mesmo saco" é insinuar que os bons andam com os bons, enquanto os maus preferem os maus.
 
Dor de cotovelo
A expressão teve origem nas cenas de pessoas sentadas em bares, com os cotovelos apoiados no balcão, bebendo e chorando a dor de um amor perdido. De tanto permanecerem naquela posição, as pessoas ficavam com dores nos cotovelos. Atualmente, é muito comum utilizar essa expressão para designar o despeito provocado pelo ciúme ou a tristeza causada por uma decepção amorosa.

Olha o passarinho!
Quando a fotografia foi inventada, a impressão da imagem no filme não se dava com a mesma rapidez dos dias atuais. Na metade do século 19, os fotografados tinham de permanecer parados por até 15 minutos, a fim de que sua imagem fosse impressa dentro da máquina. Fazer as crianças ficarem imóveis por tanto tempo era um verdadeiro desafio. Por isso, gaiolas com pássaros ficavam penduradas atrás dos fotógrafos, o que chamava a atenção dos pequenos. Assim, a expressão “Olha o passarinho” ficou conhecida como a frase dita pelo fotógrafo na hora da pose para a foto.

Motorista barbeiro
Antigamente, os barbeiros eram conhecidos não apenas por realizar o corte de cabelo e barba, mas também por desempenhar tarefas como: extração de dentes, remoção de calos e unhas, entre outros. Geralmente, os serviços extra deixavam consequências desagradáveis aos clientes. No século 15, o termo “barbeiro” era atribuído a atividades mal executadas. Com o tempo, passou a ser relacionado aos motoristas.  Daí a expressão “motorista barbeiro”, ou seja, mau motorista.
Novo em folha
Para falar que algo nunca foi usado ou que, se já foi, está em ótimo estado, dizemos que está "novo em folha". A expressão também pode ser usada para designar alguém que, depois de se machucar ou enfrentar uma doença, está curado. A origem dessa expressão baseia-se em folhas de papel branquinhas, limpinhas e sem amassados, encontradas em livros novos, recém impressos. Assim, trata-se de livros “novos em folha”.

Ovelha negra
Esta expressão não é brasileira nem restrita à língua portuguesa. Vários outros idiomas também a utilizam para designar alguém que destoa de um grupo, assim como uma ovelha da cor preta se diferencia em um rebanho de animais brancos. Na Antiguidade, os animais pretos eram considerados maléficos e, por isso, sacrificados em oferenda aos deuses ou para acertar certos acordos. Daí o hábito de chamar de "ovelha negra" aqueles que se diferenciam por desagradar e chocar aos demais.

Guardar a sete chaves
No século 13, baús eram usados para guardar joias e documentos da corte de Portugal. Cada baú tinha quatro fechaduras e era aberto por quatro chaves distribuídas entre funcionários do reino. Com o tempo, os baús caíram em desuso. E algo que antes estava bem “guardado a quatro chaves”, passou a ser “guardado a sete chaves”, devido ao misticismo associado ao número 7. Esse misticismo originou-se nas religiões primitivas babilônicas e egípcias, que cultuavam os sete planetas conhecidos na época. Assim, a expressão “guardar a sete chaves” está relacionada ao ato de guardar algo com segurança e sob sigilo absoluto.

Tintim por tintim
Corrente tanto no português do Brasil como em Portugal, a expressão "tintim por tintim" é utilizada para falar de alguma coisa descrita em seus mínimos detalhes. Segundo o filólogo brasileiro João Ribeiro, “tintim é a onomatopeia do tilintar de moedas”, ou seja, tintim é o barulho que uma moeda faz quando cai sobre outra. Em sua origem, a expressão “tintim por tintim” era usada para se referir a uma conta ou dívida paga até a última moeda. Assim, quando queremos obter informações precisas sobre algum fato ou situação, costumamos dizer: "Conte-me tudo, tintim por tintim”.